Jéssica Canhoto desapareceu:

30 Jan 2026

Jéssica Canhoto, uma adolescente de 15 anos, desaparece misteriosamente da Benedita.

Ema Atalho, agente da GNR ali colocada, e Nuno Estrada, professor e diretor de turma da jovem desaparecida, unem esforços para resolver o misterioso caso:



Mergulha em «A Desaparição de Jéssica Canhoto» em divergencia.pt


Mas agora está na hora de conheceres o autor A. M. Catarino:

1. Quando é que soubeste que querias ser escritor?

A literatura entrou tardiamente na minha vida, aos 22 anos. Um amigo emprestou-me nessa altura dois livros fundamentais para o despertar do leitor em potência que havia em mim: “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, e “Ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago.

Foi aí que eu pensei “Gostava de um dia escrever qualquer coisa que tivesse tanto impacto nos leitores como estes livros tiveram em mim”.

2. Qual foi o teu primeiro livro?

O meu primeiro livro foi uma edição de autor em 2010. Intitulava-se “Fragmentário” e consistia numa coleção de contos sem princípio nem fim (daí o nome), acompanhados de fotografias também da minha autoria. A reação das pessoas que o leram incentivaram-me a continuar e, entretanto, já lá vão 14 livros.

3. Qual a tua inspiração para “A Desaparição de Jéssica Canhoto”? 

“A Desaparição de Jéssica Canhoto” nasceu do meu interesse em contar a história das aparições marianas da Asseiceira, nunca reconhecidas pela Igreja Católica. O enredo do livro foi uma desculpa para pegar na figura histórica do vidente e pensar no que teria acontecido se as coisas se tivessem passado de maneira diferente.

4. Identificas-te com alguma das personagens do livro? Porquê?

O professor Nuno Estrada segue os caminhos existentes, joga pelo seguro, gosta da previsibilidade e segurança, tem medo da mudança.

Já a agente da GNR Ema Atalho não tem medo de mudar, prefere arriscar e inventar caminhos, sendo mais arrojada e destemida.

Ambos acabam por ser projeções de mim próprio, mas, embora eu preferisse ser mais Ema do que Nuno.

5. Como foi o processo de escrita?

O livro teve várias versões ao longo dos anos. Inicialmente o meu objetivo era escrever um thriller. Quando terminei o primeiro rascunho e li o manuscrito, detestei o resultado. Uma das lições que aprendi com este livro é que, antes de mais nada, tenho de seguir o meu instinto e intuição.

Fui voltando a este livro ao longo dos anos, até chegar a uma versão satisfatória, que submeti ao Prémio António de Macedo. Por curiosidade, posso dizer que agora acho “A Desaparição de Jéssica Canhoto” um bom exemplo dum thriller sobrenatural.

6. Como explicarias o teu livro numa só frase?

É muito fácil fazer desaparecer uma pessoa “invisível”.

7. Que mensagem querias que os leitores levassem consigo depois de ler o livro?

Que não devemos ser reféns do medo, mas sim acólitos da esperança.

8. Que livros de outros autores portugueses recomendarias aos fãs do teu livro?

No campo da História Alternativa as antologias “Winepunk Ano 1” e “Winepunk Ano 2”; na área do Thriller Sobrenatural sugiro “A Passagem” do Nuno Amaral Jorge, “Será de Madrugada” da Raquel Fontão ou “O Pacto” do Nuno Gonçalves

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