Será de Madrugada, de Raquel Fontão
Pianista num clube tangueiro, no Porto, João vive com o dinheiro contado, afogando a miséria e as frustrações na bebida. A sombra do seu pai, alcoólico, que sempre desdenhou o seu percurso como músico, atormenta-o, castrando o seu esforço em seguir outros caminhos.
Uma mudança de emprego e de país parece ser a solução para todos os desaires na vida de João. O músico voa para a Argentina, onde cruza o seu percurso com uma família cujo passado assombra cada noite passada na casa senhorial da hacienda que pertencera ao pai Romero, e vê-se envolvido numa estranha teia que o leva a revelar o pior de si.
A casa, sóbria e aterradora, esconde o sofrimento ali sentido há muitos anos, sendo colo mas também libertação, calmaria e revolta; sempre ao som do piano, com milongas e contra milongas a espalhar mais sombras sobre quem ali se atreve a entrar.

Treze, Antologia
Há quem tenha medo do número 13. Associam-no ao azar, a dias escuros e a prenúncios tenebrosos. Para nós, na Divergência, é motivo de celebração, neste nosso décimo terceiro aniversário.
Para honrar quem fez do Grupo Editorial Divergência o que ele é hoje, escolhemos 13 autores e autoras para escreverem um conto, sob o mote do número 13. Como resultado, recebemos treze abordagens distintas, tanto de géneros e tons como de temáticas, que demonstram a qualidade da ficção especulativa portuguesa. Alguns/mas dest@s autor@s vocês já conhecem, outr@s irão descobrir nesta antologia.
Preparem-se para uma viagem emocionante entre a ficção científica e o terror, passando pela fantasia e a distopia.
Este livro é uma ode de agradecimento aos nossos autores; aos nossos leitores; à nossa equipa, tanto passada como presente; aos influencers que promovem o nosso trabalho; aos organizadores dos eventos em que mostramos
os nossos livros; aos parceiros que tornam a nossa vida mais fácil através das relações de ajuda mútua; às gráficas que trabalham e que já trabalharam connosco; e a todos os nossos fornecedores que nos ajudam a continuar a fazer
o que sabemos fazer melhor.
podes encontrar o livro aqui.
A Conversão dos Nus, de Nuno Ferreira
Belchior Correia é um homem atormentado pelo sangue que lhe escorre por entre os dedos. Assassino a soldo na Braga do início do século XVII, é-lhe proposto um trabalho desafiante: regressar a Mouta Alta, a sua terra natal, e assassinar um homem poderoso que, dizia-se, vinha a desenvolver a vila, e a edificar uma igreja, obra que se arrastava há décadas, qual construção babélica.
De regresso a Mouta Alta, Belchior percebe como tudo está diferente, mas compreende também que tem de enfrentar os fantasmas do passado. Uma mãe que abandonou o marido pelo seu pior inimigo, traição que, tantos anos depois, o filho nunca conseguiu perdoar. À medida que se coloca ao corrente dos acontecimentos recentes da vila, Belchior trava uma forte amizade com o padre Aleixo de Noronha, o homem que devia assassinar.
A inauguração da Igreja de Santa Maria da Mouta Alta fica marcada por um acontecimento insólito: uma menina sai da igreja completamente nua. A partir desse momento, todas as pessoas que sairão da igreja padecerão de semelhante sortilégio. Uma maldição (ou será bênção?) que chegará aos ouvidos do Rei e da Santa Inquisição.
podes encontrar o livro aqui.
Anjos, de Carlos Silva
Numa Lisboa futurista, reconstruída sobre os escombros de um terramoto ainda maior do que o de 1755, a informação é mais preciosa do que nunca.
A mais delicada e desejada não pode correr o risco de circular pela omnipresente Internet — tem de voar sobre ela, nas mãos daqueles que se auto-intitulam de Anjos.
Porém, nem estes estão seguros, agora que os inimigos da nova Lisboa pretendem recuperar o terrível poder do qual os Anjos são guardiões.
Velhas sombras do passado adensam-se e o círculo aperta, cada vez mais letal.
Ninguém sairá ileso.
podes encontrar o livro aqui.