sábado, 21 de março de 2020

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BookHaul Fevereiro 2020




quarta-feira, 18 de março de 2020

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135ª Entrevista do FLAMES + O teu FLAMES num ano: João Rogaciano


Em 2016/2017 criámos no FLAMES a rúbrica: O teu FLAMES num ano 2016

Este ano vamos recomeçar uma nova O teu FLAMES num ano 2019

Espero que gostem!


JOÃO ROGACIANO

Bio do autor
João Rogaciano, nascido em 1966, é engenheiro electrotécnico. Adora ler e tem um gosto especial pela escrita. Participa, regularmente, em certames literários. Publicados em Portugal e no Brasil, os seus contos podem ser encontrados em revistas, fanzines e diversas antologias.

Como entrou para o mundo da escrita?
Entrei, timidamente, para o mundo da escrita em 2005, através da participação em concursos realizados pelas câmaras municipais e juntas de freguesia do nosso país; e também através de participação em colectâneas de contos no Brasil e em Portugal.

Em 2010, a editora “Saída de Emergência” lança a versão portuguesa do “Almanaque do Dr Thackery T. Lambshead de Doenças Excêntricas e Desacreditadas”, a qual continha um anexo designado “Compêndio Médico de Doenças Notáveis e Invulgares do Dr Anófeles Calamar Trindade”. Os contos desse compêndio foram objecto de concurso e de uma selecção por parte do editor, o João Seixas, tendo o meu conto “Síndroma de Super-Homem” sido escolhido para nele constar.

Deu-se o boom! A partir daí, para além dos concursos das autarquias, participei em inúmeras antologias no Brasil e numa antologia de autores portugueses, produzida por uma editora brasileira.

Em Portugal, a minha mais recente contribuição foi o conto “Uma conspiração perigosa” publicado na antologia “Winepunk – ano 1 - a guerra das pipas”. É o meu segundo trabalho publicado pela Editorial Divergência.

Quem foram os escritores que o influenciaram?
Entre outros, e sem ordem de importância: Conan Doyle; Agatha Christie; Jack London; Louis Stevenson; Emilio Salgari; Ray Bradbury; Eça de Queirós; Enid Blyton; AA Fair; Edgar Rice Burroughs; Roald Dahl; Edgar Allen Poe; Lewis Carroll.

Como surgiu a ideia para escrever o seu livro?
Até ao presente, os meus contos foram publicados em colectâneas e em fanzines. Não possuo nenhum livro a solo, pelo que vou responder em relação à escrita dos contos.

Começo por ver se o tema da colectânea me desperta algum “tlintar” mental. Depois, vou imaginando vários cenários / histórias à volta do tema proposto e deixo as ideias fluir. Estas vão amadurecendo, ou sendo eliminadas, até ficarem reduzidas a uma ou duas, dando origem a um conto, que será trabalhado a partir de então.

Quais foram as maiores dificuldades em transmitir as suas ideias para o papel? E o que foi mais fácil?
Depois de escrever um conto, deixo o mesmo a amadurecer “esquecido”, durante uma ou duas semanas. Depois, pego nele, e começo a rever todos os parágrafos. E, então, descubro inúmeros defeitos, que, no fulgor inicial, pareciam perfeitos. Assim, a maior dificuldade é saber qual o momento certo para parar de efectuar alterações, e enviar o texto para análise do editor.

Não há nenhuma situação que identifique como “a mais fácil”.

Qual/quais conselhos daria a um autor iniciante?
Ler, ler, ler, ler…

Escreva regularmente, a um ritmo em que se sinta bem consigo próprio.

Depois de um período de escrita intensivo, esqueça o manuscrito por uma ou duas semanas. E, depois, volte a lê-lo, e a proceder às inúmeras alterações que certamente terá de fazer.

Peça a um amigo, ou leitor beta, que seja verdadeiramente imparcial, para ler o seu texto e dar uma opinião sincera sobre o mesmo. Nada de pedir opinião aos pais (para eles, tudo o que escrevemos é uma maravilha, sempre!).

Tenha em atenção que, por muito bem que escreva, nem todos são obrigados a gostar.

Se o seu conto for publicado em algum fanzine, livro, blog, deve festejar e ficar radiante. Mas, não demore muito a vestir o exosqueleto mais resistente que possua, e prepare-se para ser apedrejado, esquartejado, vituperado com desagradáveis epítetos… por ter tido a ousadia de publicar! Mesmo que o texto seja uma maravilha… As vozes que o criticarão, para o deitar abaixo, farão muito ruido! Mas, como na aldeia do Astérix, há um grupo de irredutíveis gauleses que se agradarão da publicação e celebrarão com parcimónia a sua publicação.

Não ligue absolutamente nenhuma às críticas destrutivas e/ou maldosas que publiquem sobre o seu conto. Despreze-as, ignore-as, e coloque-as no seu devido lugar: o lixo!

Atenda e entenda as críticas construtivas que lhe serão feitas. Utilize-as para melhorar, cada vez mais. Considere-as como um guia construtivo na sua carreira de escritor.

Fuja a sete pés daqueles que se arrogam como especialistas sobre determinado assunto ou sobre determinada área temática do fandom, e que usam essa pseudo-autoridade para deitar abaixo o trabalho dos outros.

Ligue-se aqueles que, tendo um longo e profícuo trabalho como autores e/ou em projectos em prol da ficção e do fandom, são as verdadeiras autoridades no assunto, e não se arrogam de especialistas, nem o deitam abaixo como autor iniciante! Luís Filipe Silva; Artur Coelho; Rogério Ribeiro; João Seixas; João Barreiros; João Ventura; Cristina Alves; Pedro Cipriano, são alguns dos elementos que prestigiam o fandom e que fazem valer a pena continuar a escrever e publicar.

Assista e frequente eventos relacionados com a sua área de escrita. O “Fórum Fantástico” é um excelente exemplo.

Não embarque na conversa de pseudo-editoras (vanitys), que só publicam o seu livro, ou o seu conto, se pagar para esse efeito.

O teu FLAMES num ano 2019

Filmes: “Avengers, end game”
Livros: “Winepunk – A guerra das Pipas”
Animes: ---
Mangas: ---
Eventos: Fórum Fantástico 2019
Séries: “Bancroft”; “Jack Taylor”
 




domingo, 15 de março de 2020

sábado, 29 de fevereiro de 2020

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Youtube: A minha colecção de livros da Margaret Atwood


Fiquem com a minha colecção de livros da Margaret Atwood. Já leram algum livro dela? 
Que acharam?

domingo, 16 de fevereiro de 2020

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Livro: O Nosso Planeta


Título: O Nosso Planeta
Autor: Matt Whyman
ISBN: 9789896658472
Edição ou reimpressão: 11-2019
Editor: Nuvem de Letras
Idioma: Português
Dimensões: 245 x 346 x 12 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 96

SINOPSE

Baseado na série de grande êxito da Netflix (2019), O Nosso Planeta é uma gloriosa celebração visual do mundo. Descobre como os diversos habitats se relacionam entre si para criar o único lugar onde nos sentimos em casa: o nosso planeta.

Opinião (Roberta Frontini) 

O nosso planeta é lindo... é extraordinário.. é maravilhoso... por vezes é um mistério, e outras vezes é absolutamente encantador e assustador ao mesmo tempo. O nosso planeta é a nossa única casa, e nós estamos a destruí-lo... e isso tira-me o sono. 

Eu tento que tudo o que eu faço no dia a dia tenha o menor impacto possível no nosso planeta... Consigo-o sempre? Não... Dou o meu melhor? Sem dúvida! 

Por isso mesmo acho este livro muito especial. Se eu passo a minha vida a gritar aos 4 cantos quão importante é metermos as crianças a ler, então só posso dar-vos a conhecer este livro. E se eu acho que este livro pode fazer a diferença na vida das nossas crianças? Sem qualquer sombra de dúvida. 

Baseada na série da Netflix de 2019, este livro é uma autentica obra de arte, com fotografias de qualidade soberba e pequenos apontamos que o tornam num livro completo onde se aprende, se descobre, se reflecte e se fica deslumbrado e assustado ao mesmo tempo. 

A primeira vez que peguei nele vi as ilustrações que aparecem nas primeiras páginas e pensei que era um livro ilustrado. Mas não. Este livrinho tem fotografias maravilhosas e como as folhas são grandes e em papel fotográfico, a experiência de leitura torna-se inacreditável. 

O livro está dividido em diversas partes. Depois de uma pequena introdução, temos a divisão entre vários "habitats": os mundos gelados, as selvas, os mares costeiros, os desertos e pradarias, o alto-mar, as águas doces e as florestas. Em cada uma destas divisões vamos aprender mais sobre os animais que nelas habitam. Mas a parte mais importante para mim é a secção "Para proteger" onde são dadas dicas específicas que nós podemos usar no nosso dia-a-dia de forma a conseguirmos ajudar o nosso planeta. 

Como este livro é "baseado" na série da Netflix, existe uma secção do livro especial com imagens dos "bastidores" das filmagens. Há ainda um glossário, muito importante para respondermos às questões dos mais novos que possam ler o livro connosco!

Enfim... é um livro maravilhoso. O autor usa o subtítulo: O único lugar onde todos nos sentimos em casa... mas não se esqueçam que este é o único lugar que temos para viver. Vamos preservá-lo? 

sábado, 15 de fevereiro de 2020

domingo, 2 de fevereiro de 2020

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Livro: Franklin e Luna e o Livro de Contos de Fadas




Título: Franklin e Luna e o Livro de Contos de Fadas
Autor: Jen Campbell
ISBN: 9789897079504
Edição ou reimpressão: 10-2019
Editor: Fábula
Idioma: Português
Dimensões: 281 x 290 x 8 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 40



Sinopse

Uma obra de duas autoras premiadas que celebra o amor pelos livros!

É o aniversário do Franklin, o dragão, e toda a aldeia está a planear uma festa surpresa. Para manter tudo em segredo e afastar o Franklin dos preparativos, Luna, a sua melhor amiga, leva-o à livraria local. Lá descobrem um estranho livro de contos de fadas que faz desaparecer misteriosamente a tartaruga de estimação da Luna.

Os dois amigos decidem entrar no livro para irem à sua procura, e encontram uma série de personagens de contos de fadas, mas nem todas são amigáveis…

Será que vão conseguir regressar os três a tempo da festa surpresa?
Depois de Franklin e a Livraria Voadora e Franklin e Luna Vão à Lua, as autoras apresentam uma história sobre as maravilhas (e os perigos!) de nos perdermos dentro de um bom livro.

Através de ilustrações requintadas, as autoras trazem a magia dos contos de fadas clássicos para o século XXI e encantam crianças e adultos!


Opinião (Roberta Frontini) 

Sou grande fã da autora Jen Campbell. Já não sei se descobri o canal youtube dela primeiro que os livros, mas sei que adoro ambos. 
Deixo-vos o link do canal dela. Apesar de nós termos gostos muito diferentes, sempre adorei ver os seus vídeos: https://www.youtube.com/user/jenvcampbell/featured

Entretanto li dois livros dela, o "Weird Things Customers Say in Bookshops" e o "More Weird Things Customers Say in Bookshops" e ADOREI. São dois livros absolutamente FANTÁSTICOS! 

Quando soube que ela ía lançar uma série de livros infantis fiquei muito curiosa. No entanto apesar de gostar imenso dela e da minha curiosidade crescente, fui relegando a compra dos livros... até que... percebi que os livros também tinham sido lançados em Portugal, e essa foi a "desculpa" perfeita para os começar a ler. Dos 3 que já sairam da "colecção" Franklin e Luna, este foi o que me chamou mais à atenção, isto porque eu sei que a autora adora contos de fadas. Por isso mesmo estava cheia de curiosidade para compreender como é que ela ía abordar os contos de fadas neste livro. 

E no fim, a leitura valeu muito a pena: adorei este livro. Primeiro adorei as ilustrações. Adorei as histórias que evoca... e adorei as referências literárias. As ilustrações são tão ricas que uma pessoa "perde-se" completamente a admirá-las... a encontrar todos os seus pormenores... enfim... é um livro muito rico em termos de ilustração. 

Um dos factos curiosos deste livro é que talvez o leitor encontrará algumas personagens icónicas mas que, na verdade, talvez não sejam aquilo que se espera... e esse pormenor foi delicioso. É dificil falar-vos de um livro de 40 páginas que, no fundo, é uma história infantil, mas espero ter-vos aguçado a curiosidade por ele, pois é um livro que vale mesmo a pena. 

Este é um livro infantil que fará as delicias dos meus velhos que conseguirão ler muito nas entrelinhas... 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

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134ª Entrevista do FLAMES + O teu FLAMES num ano: João Ventura



Em 2016/2017 criámos no FLAMES a rúbrica: O teu FLAMES num ano 2016

Este ano vamos recomeçar uma nova O teu FLAMES num ano 2019

Espero que gostem!

João Ventura


Bio do autor
João Ventura foi desde muito cedo um leitor omnívoro, percorrendo no Verão a Biblioteca Municipal de Elvas, de onde é natural, à razão de um livro por dia (incluindo tijolos com 500 páginas).
O primeiro choque com o formato conto aconteceu-lhe com “Fuga” de John Steinbeck. Ainda hoje se lembra do sentimento de descoberta!


O primeiro livro de ficção científica que leu foi “O Cérebro de Donovan” (Curt Siodmak, nº 13 da Colecção Argonauta). Um conto de FC que o marcou foi “Flores para Algernon” (Daniel Keyes), incluído no mítico nº 100 da mesma colecção.

Chegou ao fantástico pela “Auto-estrada do Sul”, de Júlio Cortázar e visitando “As ruínas circulares” de Jorge Luís Borges. Encontrou Ítalo Calvino na adolescência, no “Atalho dos ninhos de aranha”, perdeu-o depois e reencontrou-o muito mais tarde em “As cidades invisíveis” e noutros livros. Continua devoto desta Fantástica Trindade.

Atribui a responsabilidade pelo contágio do vírus da escrita à Dra. Odete Taborda, sua professora de português no secundário, cujos TPCs incluíam sempre uma composição (mínimo 8 linhas) sobre um assunto qualquer de que ela se lembrava ao tocar da campainha. Cinco por semana durante um ano lectivo! Cada cura tem sido (felizmente) sempre seguida de uma recaída.

Não acredita em horóscopos.

João Ventura gosta de escrever microcontos, mas às vezes saem-lhe estórias um pouco maiores… O que tem escrito está na Web, em algumas antologias e na colectânea “Tudo Isto Existe” (Editorial Divergência, 2018).

Como entrou para o mundo da escrita?
Enviando contos para concursos. Depois conheci o pessoal ligado à Ficção Científica e Fantástico, foi a fase dos fanzines, das revistas de vida efémera, das antologias…

Quem foram os escritores que o influenciaram?
Costumo citar muitas vezes a “Fantástica Trindade”: Jorge Luís Borges, Ítalo Calvino, Julio Cortázar. E o humor é um pouco na linha de Mário Henrique-Leiria.

Como surgiu a ideia para escrever o seu livro?
O livro (“Tudo isto existe”) é uma colectânea de contos, logo não houve uma “ideia” para o escrever. Cada um dos contos sim, nasce a partir de uma ideia, uma imagem, um fragmento de conversa…

Quais foram as maiores dificuldades em transmitir as suas ideias para o papel? E o que foi mais fácil?
Surgindo uma semente, que como disse acima pode ser uma palavra ou frase, uma fotografia, qualquer coisa, é deixar a semente germinar. O desenvolvimento de uma estória tem algo de orgânico, vai surgindo aos bocados, não é difícil, às vezes pode ser lento. A primeira versão, na maior parte dos casos, é escrita à mão, em papel. Em “modo escrita”, com o “modo revisão” desligado. Se não, não se consegue avançar, porque a cada palavra que se escreve surgem dúvidas sobre se será a mais adequada. Depois transcrevo para o computador. Se for um texto pequeno uso o Word, se for algo maior ou mais complexo uso o Scrivener. Ao transcrever já vou revendo. Depois imprimo, a dois espaços, e faço a revisão no papel. Risco, insiro texto, troco blocos de texto de posição… Quando a página começa a ficar demasiado riscada, passo as correcções para o computador. Nova impressão e nova leitura… O processo repete-se até ficar satisfeito com o resultado.

Qual/quais conselhos daria a um autor iniciante?
1. Ler
2. Ler muito
3. Ler de tudo
4. Escrever (começar com contos).
5. Corrigir
6. Reescrever
7. Já disse ler muito?
8. Participar em oficinas de escrita
9. Enviar contos para concursos e antologias que abram submissões

O teu FLAMES num ano 2019

Filmes
A Herdade – Tiago Guedes
Dor e glória - Almodovar
Parasitas - Bong Joon-ho
Um Dia de Chuva em Nova Iorque – Woody Allen

Livros
Catch-22 (Joseph Heller)
A Estalagem Volante (G. K. Chesterton)
La Belle Sauvage (The Book of Dust, vol 1, Philip Pulman)
A Steampunk Christmas Carol (Stephen Hunt/Charles Dickens)
Moving Mars (Greg Bear)
Babel-17 (Samuel R. Delany)
Fifty-One Tales (Lord Dunsany)
Unpublished Stories (Frank Herbert)

Animes
Mangas

Eventos
Festival de Teatro de Almada (Julho, Almada)
Festival Vapor (Setembro, Entroncamento)
Fórum Fantástico (Outubro, Lisboa)

Séries
A Guerra dos Tronos
Chernobyl
Watchmen
Mundos Paralelos
The Witcher (a ver)

Post elaborado em colaboração com: 

sábado, 25 de janeiro de 2020

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BookHaul Dezembro 2019



quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

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Resumo de Leituras de 2019



Fiquem com um resumo das minhas leituras de 2019. 
Leram algum destes livros? Falaram nelas nas vossas redes sociais, vídeos ou blogues? Deixem aí os links pois vou querer saber TUDO!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

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Livro: Afirma Pereira



Título: Afirma Pereira
Autores: Pierre-Henry Gomont e Antonio Tabucchi
ISBN: 9788416510672
Edição ou reimpressão: 06-2018
Editor: G. Floy Studio
Idioma: Português
Dimensões: 217 x 285 x 18 mm
Encadernação: Capa dura
Páginas: 160

Sinopse

"Afirma Pereira é um romance existencial decididamente optimista."

Antonio Tabucchi Obra emblemática sobre a resistência contra o totalitarismo e a censura, Afirma Pereira conta a progressiva tomada de consciência de um homem contra a ditadura, aqui contada numa adaptação gráfica profunda, imbuída de uma notável expressividade e dinamismo no seu desenho. Um verdadeiro retrato duplo: o de um homem cheio de sensibilidade humanista, e o de uma Lisboa ao mesmo tempo plena de cor e de melancolia.


Opinião (Roberta Frontini)

Há uns tempos publiquei um vídeo onde falava na adapatação para Graphic Novel do livro Afirma Pereira. Podem ver o vídeo aqui - https://www.youtube.com/watch?v=bK-46fEx5HA (atenção que tem a participação especial do meu gato Arancino, que também quis dar o seu ar de graça!).

Hoje venho-vos falar do livro por escrito.

Eu sempre quis ler este livro (falo na obra original), essencilamente por dois motivos: 
1) porque o autor é italiano e é muito conceituado; 
2) porque no livro "The Novel Cure" diziam que este livro era bom para alguém que sofria de obesidade. 

Ora tendo eu tanto interesse nesta área, este livro só me podia chamar à atenção. O "problema" surgiu quando eu comecei a ver que tinha sido editada esta graphic novel. Não a conseguia tirar da cabeça. Achei a capa magnífica e logo fiquei intrigada. Quando a recebi cá em casa, foi inevitável. Não resiti e li-a logo. Não sei se a devorei em 1 ou 2 dias, mas sei que simplesmente não conseguia parar. 

António Tabucchi mudou-se, a dada altura, para Portugal, e vem dar-nos a conhecer um Portugal asfixiante... onde a censura e a polícia política fazem parte do dia a dia dos portugueses, especialmente se falarmos num jornalista, que é a nossa personagem principal. A história é interessante, e de certo que vai ser do agrado de qualquer pessoa que gosta de livros ambientados nesta época. No entanto o que mais gostei teve a ver com o dinamismo das imagens e com a forma como o ilustrador/adaptador fez a notável façanha de nos dar acesso aos diálogos internos da personagem principal. Essa parte está absolutamente soberba. Deu para relectir e para rir também. 

Quando recebi este livro cá em casa recebi algumas mensagens vossas, mas uma dizia-me que esta graphic novel tinha a capacidade de enaltecer a obra original. Eu acredito, e acho que mesmo, sem ainda ter lido a obra original, que consigo compreender o que me queriam dizer. 

Depois de ter lido esta adaptação fui pesquisar mais sobre ela, e fiquei a saber que foi não só finalista de alguns importantes prémios, como também ganhou alguns. Fiquei realmente contente. Podem ficar com mais informações sobre os prémios no site da editora - http://www.gfloy.pt/catalogo/romance-grafico/afirma-pereira

Esta é a história de um herói que tem todas as caracteristicas de não o ser... um jornalista que vagueia numa Lisboa asfixiante, que sofre de stress relacionado com o trabalho e que não abriu os olhos ao regima até se cruzar com uma personagem muito especial. 

Recomendo a toda a gente e sem dúvida que é daqueles livros que me ouvirão a falar vezes e vezes sem conta.


domingo, 19 de janeiro de 2020

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133ª Entrevista do FLAMES + O teu FLAMES num ano: Carlos Silva


Em 2016/2017 criámos no FLAMES a rúbrica: O teu FLAMES num ano 2016

Este ano vamos recomeçar uma nova O teu FLAMES num ano 2019

Espero que gostem!

Carlos Silva


Bio do autor

Carlos Eduardo Silva gosta de contar histórias. Já publicou contos em Portugal e no Brasil e participou/organizou mais de muitos projectos ligados à ficção especulativa, sendo um dos que mais se orgulha a Imaginauta, do qual é co-fundador.

Como entrou para o mundo da escrita?
Escrevo histórias desde que sei escrever e nunca mais parei desde aí. A primeira vez que escrevi para um público de "desconhecidos" foi nos Jogos Florais na minha escola, no 9° ano. Fiquei-me por uma menção honrosa.

Mais tarde comecei a participar com contos em revistas e jornais, aprendendo imenso com as críticas em cada nega de publicação que levei. O meu primeiro conto numa editora foi na antologia Lisboa no Ano 2000, da Saída de Emergência.

O meu primeiro romance publicado (outros estão na gaveta ou não finalizados) é o Anjos, pela editorial Divergência. Pelo meio, tive a felicidade de experimentar outros meios como o guião para um spot publicitário do MotelX e a Banda-desenhada com a biografia "Rafael Bordalo Pinheiro - Uma vida em desenhos"

Entretanto, animado pela necessidade de mais editoras de ficção especulativa fundei a Editora Imaginauta e agora, não só continuo a escrever, como promovo a literatura e publico obras de outros.

Quem foram os escritores que o influenciaram?
Não querendo fugir à pergunta, todos os escritores que li me influenciaram. Sim, até os maus escritores, ao ensinar-me o que não fazer. Há livros que guardo no coração. Por exemplo, quando era adolescente a leitura do Um Homem com um Garfo numa Terra de Sopas foi surpreende. O Lunário, de Al Berto, o Mr. Norrel & Johnathan Strange da Susanna Clarke, o City of Saints and Madmen e a trilogia da Área X do Jeff Vandermeer...e outros tantos e tantos que sei que me estou a esquecer. Olha, por exemplo o Neil Gaiman! Ou o Grant Morrison, como me pude esquecer dele! Bem, é melhor passar à pergunta seguinte.

Como surgiu a ideia para escrever o seu livro?
A minha cabeça está sempre cheia de ideias. Um turbilhão constante que traga as experiências do dia a dia, os livros que leio, as conversas que tenho e as mescla numa massa amorfa fértil de sede de sentido. E quando chega a altura, começam a aparecer fragmentos de ideias. Normalmente, escrevo numa lista que guardo no telemóvel, mas é uma preocupação fútil, porque quando invento uma história, ela normalmente só se vai embora quando a escrevo.

Quais foram as maiores dificuldades em transmitir as suas ideias para o papel? E o que foi mais fácil?
O mais difícil é fazê-lo bem. Porque escrever é comprometermo-nos. Deixa de ser a ideia perfeita e passa a ser a realidade, que tem sempre arestas por limar. É superar o crítico interior e manter a motivação, dia após dia. Por vezes, o melhor mesmo é desistir, deixar de lado e ir escrever outra coisa e voltar mais tarde. 

Ter pessoas que gostaram do que escrevi, ler um bom livro, ir a um evento interessante, estar com outros escritores, tudo isto torna a escrita mais fácil, tanto pelo lado da motivação, como pelo lado de formar ideias novas, que empurram as "velhas" para fora.

Qual/quais conselhos daria a um autor iniciante?
Lê. Lê muito. Depois disso, lê mais. 
O outro conselho seria: aceita as críticas. Todas as negas são convites a melhorar. Um escritor está sempre demasiado próximo da sua obra para ter uma opinião isenta sobre a mesma.
Por fim, coisas acabadas são sempre melhores do que ideias por escrever.

O teu FLAMES num ano 2019


Filmes: Mother
Livros: The City and the City
Animes: Yakitate!! Japan (por vezes uma pessoa só quer é mesmo rir um bocado)
Mangas: este ano não li nenhum Manga
Eventos: Festival Contacto 2019
Séries: Expanse

Onde encontrar o trabalho do autor? Aqui: 





Post feito em colaboração com: 


sábado, 18 de janeiro de 2020

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298º Passatempo do FLAMES (em parceria com a LIDEL)




Novo passatempo.. um livro muito importante! Espreitem!

Parabéns Marlene Lages

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

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297º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Verbo)




Vencedor
PARABÉNS
Vanessa Figueiredo

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

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296º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Verbo)




Mais um passatempo para vocês!
Toca a participar 
Boa sorte!

Parabéns
Vencedor
Flávia Magalhães

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

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295º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Babel)




Parabéns
Diana Batista

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

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294º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Editorial Divergência)


Mais um passatempo fantástico (literalmente) :) 
Participem. 
Boa sorte!



Parabéns: Ana Raquel Lopes

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

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132ª Entrevista do FLAMES + O teu FLAMES num ano: Joel Puga



Em 2016/2017 criámos no FLAMES a rúbrica: O teu FLAMES num ano 2016

Este ano vamos recomeçar uma nova O teu FLAMES num ano 2019

Espero que gostem!


Joel Puga



Bio do autor:
Licenciado em Engenharia de Sistemas e Informática pela Universidade do Minho, traduzido em espanhol, tem vários contos publicados em antologias e revistas da área da ficção especulativa.

Como entrou para o mundo da escrita?
Por influência dos meus pais, comecei a ler livros muito novo, sobretudo livros de ficção cientifica e aventura, embora também alguns de não ficção. O desejo de escrever histórias surgiu pouco depois, e logo comecei a escrever contos (originais e fanfic, embora, na altura, não soubesse que estes últimos se chamavam assim) que lia, oferecia e até vendia a familiares, amigos e professores.

Quem foram os escritores que o influenciaram?
Penso que autor que mais me influenciou terá sido Jules Verne. O meu pai era um grande fã das suas obras e entusiasmou-me a lê-lo quando eu era ainda muito novo. Penso que a minha paixão pela literatura de aventura e de FC (e, de certa forma, pela ficção especulativa em geral) começou aí.

De resto, posso nomear os que serão, decerto, os suspeitos do costume para quem escreve nos géneros que eu escrevo: J.R.R. Tolkien, Isaac Azimov, Chris Claremont, Glen Cook, George R.R. Martin, Arthur Conan Doyle, H. P. Lovecraft, Dan Abnett, entre muitos outros.

Como surgiu a ideia para escrever o seu livro?
Eu tenho vários contos espalhados por diversas antologias e zines. O único romance que escrevi foi uma obra auto publicada. Porém, hoje em dia tenho-me concentrado numa revista auto publicada intitulada "As Viagens do Feiticeiro", cujos números 0 e 1 já se encontram disponíveis. A ideia surgiu da minha "necessidade" de escrever contos, mas, também, romances e de explorar vários géneros diferentes ao mesmo tempo.

Escrever um romance e trabalhá-lo até eu ficar satisfeito com ele é um processo demorado (mais ainda porque eu traduzo tudo o que escrevo para inglês e espanhol) e dava por mim muitas vezes a querer escrever algo mais curto ou explorar outro género. Por outro lado, quando escrevia contos, sentia por vezes a falta das possibilidades de uma obra maior, assim como uma voz interior que me dizia que devia estar a trabalhar em romances, pois isso é o que o público quer.

O formato revista permite-me resolver todas esta questões. Posso escrever desde contos isolados e contos soltos num universo partilhado, a noveletas divididas por dois ou três números e romances serializados em nove ou dez. Posso escrever em qualquer um dos géneros que me apaixona. E tudo sob um mesmo título.

Quais foram as maiores dificuldades em transmitir as suas ideias para o papel? E o que foi mais fácil?
Para ser honesto, nunca senti especial dificuldade. É preciso ter consciência que a escrita é algo que requer tempo e dedicação. Assim que aceitamos isso, começamos a criar um rotina em volta da escrita e, mais cedo ao mais tarde, temos uma obra terminada.

Qual/quais conselhos daria a um autor iniciante?
Para ser honesto, ainda me vejo como um iniciante. Acho que o melhor conselho que posso dar é que escrevam e publiquem e/ou enviem para editoras. Nunca antes foi tão fácil auto publicar e chegar a uma audiência. Também acho que nunca antes houve tantas editoras, de todos os tamanhos, em busca de material para publicar. Tentem, sem medo.

O teu FLAMES num ano 2019

No geral, não sou das pessoas que se mantém mais atualizado, porém, aqui vai a lista do que mais gostei este ano.

Filmes: 2019 não foi um dos anos em que mais visitei uma sala de cinema. Ainda assim, tive a oportunidade de ver filmes como Avengers: End Game e Joker. E, claro, Star Wars: Rise of Skywalker.

Livros: Eu tenho tendência de ler (ou reler) várias coisas ao mesmo tempo. Como tal, este ano (re)li desde romances de Glen Cook e R.A. Salvatore, a livros de história, ciência política e engenharia, passando por contos de Lovecraft e de Isaac Asimov.

Animes: Este ano tive a oportunidade de ver o já clássico Full Metal Alchmist: Brotherhood e devo dizer que o hype é mais do que merecido.

Mangas: Tenho colecionado os vários números de Berserk, infelizmente, ainda não consegui começar a ler a saga.

Eventos: Este ano só tive a oportunidade de ir a dois eventos, a Invicta Con (convenção de jogos de tabuleiro do Porto) e ao Aonime (pequena convenção sobre a cultura pop, especialmente cultura oriental, em Braga)

Séries: Este foi dos anos em que vi mais séries. Não me consigo lembrar de todas, mas as que mais se destacaram foram, sem dúvida, Stranger Things e Star Trek: Discovery

Onde encontrar o trabalho do autor? Aqui: 


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293º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Pactor)



E cá estou eu pronta para mais um passatempo.. desta vez um livro não só interessante como IMPORTANTE. Quem o quiser já sabe o que fazer ;) 


PARABÉNS
Vencedor: Cristina Gaspar

domingo, 12 de janeiro de 2020

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292º Passatempo do FLAMES (em parceria com a Cultura)


Mais um passatempo extraordinário, em parceria com uma editora fantástica... temos 1 exemplar de uma autora muito querida aqui no blogue... quem quer?? 


Parabéns 
Maria Inês Oliveira 

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